segunda-feira, 16 de março de 2026

 

O que é mais importante na Vida? *

        

Quais são os melhores parâmetros para decidir o que é o mais importante na Vida? O padrão de vida (englobam aspectos econômico, social e atendimento às necessidades básicas), ou a qualidade de vida (saúde física e mental, bem-estar, relações)?

Além da necessidade de sobreviver, a tranquilidade das contas estarem em dia permitindo viver com alguma dignidade, o que mobiliza a sua ação cotidiana? Quais são as intenções que alimentam seus planos, movem seus desejos e impulsionam suas decisões para adiante?

E sobre os valores que cultivamos? De fato, creio que para a maioria de nós, embora sem nos considerarmos niilistas, trata-se de um assunto que ainda não possuímos muita clareza; aliás em verdade, valores sólidos e sublimes, infelizmente, não fazem parte da rotina de nossas preocupações. Nos encontramos em uma fase da vida, no sentido de vida eterna, que a matéria sobrepuja o espírito, muito embora envidemos esforços para alterar essa situação. Assim, encontramos no Evangelho segundo o Espiritismo na dissertação de Lázaro sobre a lei do amor:

“O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.” 

Tido como certa, a reflexão sobre nossos valores auxiliam na construção de uma base pessoal forte que será fundamental para erigirmos confiança que aos poucos nos levem à fé raciocinada, defendida por Allan Kardec como a única capaz de encarar todas as situações em todas as épocas da Humanidade. Isso significa, atravessar momentos turbulentos e tempestades de toda ordem sob um manto de serenidade, somente visto no proceder de almas sublimes quando em seus embates com as contrariedades tão normais de um planeta de expiação e prova como a Terra.

Repito a questão que intitula este artigo para não perdemos o foco.

O que é mais importante na Vida?

Conhecer e respeitar as leis que nos regem os movimentos na sociedade que vivemos, embora, não poucas vezes, as acreditamos como imperfeitas ou de aplicação injusta? Sabemos que isso ocorre.

Ilustrarmo-nos nas leis morais em profundidade que dizem respeito especialmente ao homem em si mesmo e nas suas relações com Deus e com seus semelhantes. Elas contêm, além das regras da vida do corpo, principalmente as da vida da alma, tão pouco conhecidas do homem e estudadas. Por hora, tem sido patrimônios das religiões, assim como, nosso Mestre Jesus é tido, pela maioria, como um líder religioso que deve ser bem cultuado aos finais de semana, por algumas horas, em templos religiosos. Mas nem sempre assim será. Como disseram os espíritos superiores em O Livro dos Espíritos acerca do Espiritismo que iniciaram sobre a Terra:

“Nele pusemos as bases de um novo edifício que se eleva e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade.”

Trazer para nossa reflexão este assunto, sobre o importante da Vida, eu reconheço que nos traz um mundo de possibilidades, tantas quantas forem os graus de evolução das pessoas que se aventurem a pensar a respeito.

Talvez seja o amor incondicional de uma mãe com o aflito coração por um filho em sofrimento, talvez a paz da consciência conquistada em uma vida de lutas e deveres retamente cumpridos, ou quem sabe nada mais que a justa alegria de um clã familiar iluminado pelas bençãos divinas. Naquele irmão que embora se atirando no lamaçal das mais duras dores para estender a mão ao próximo, mantém-se em constante ligação com Deus e por isso persevera.  

Um grande amigo diz que o mais importante da Vida é sabermos o que fazer com a própria imortalidade. Aliás, raros espiritualistas (e espíritas!) pensam nisso. Mal preparados pelas religiões dominantes no mundo, grande parte dos adeptos prossegue vivendo sem saber nem como nem porquê e, portanto, em dificuldade para responder à questão do título. É muito triste, você não acha?

Incorporar conhecimento e as lições colhidas nas experiências do dia-a-dia para alicerçar a personalidade, sublimando o Eu. Encarar a Vida, entremeada pelas diversas oportunidades encarnatórias, como um constante exercício de despertamento espiritual, quem sabe nos aproximaremos da solução e nos apossaremos do mais importante da Vida afinal.     

(*) Dedico este texto aos que buscam responder a pergunta e, em todos os níveis, lutam, conscientes, por se fazerem melhor e auxiliar Jesus na implantação do Reino Divino na Terra. Aleluia!

Referências

(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 131ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 410p.

(2) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 67ª ed.  Brasília. Editora FEB, 1944. 494p.

(3) Ferreira, Inácio. O último ceitil.     Psicografado por Carlos A. Baccelli. 1ª ed. Votuporanga. Editora DIDIER, 2016. 430p.

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