O que é mais importante na Vida? *
Quais são os melhores parâmetros
para decidir o que é o mais importante na Vida? O padrão de vida (englobam
aspectos econômico, social e atendimento às necessidades básicas), ou a
qualidade de vida (saúde física e mental, bem-estar, relações)?
Além da necessidade de sobreviver, a
tranquilidade das contas estarem em dia permitindo viver com alguma dignidade,
o que mobiliza a sua ação cotidiana? Quais são as intenções que alimentam seus
planos, movem seus desejos e impulsionam suas decisões para adiante?
E sobre os valores que cultivamos?
De fato, creio que para a maioria de nós, embora sem nos considerarmos niilistas, trata-se de um assunto que ainda não possuímos
muita clareza; aliás em verdade, valores sólidos e sublimes, infelizmente, não
fazem parte da rotina de nossas preocupações. Nos encontramos em uma fase da
vida, no sentido de vida eterna, que a matéria sobrepuja o espírito, muito
embora envidemos esforços para alterar essa situação. Assim, encontramos no Evangelho
segundo o Espiritismo na dissertação de Lázaro sobre a lei do amor:
“O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar
da matéria o homem.”
Tido como certa, a reflexão sobre
nossos valores auxiliam na construção de uma base pessoal forte que será fundamental
para erigirmos confiança que aos poucos nos levem à fé raciocinada, defendida
por Allan Kardec como a única capaz de encarar todas as situações em todas as épocas
da Humanidade. Isso significa, atravessar momentos turbulentos e tempestades de
toda ordem sob um manto de serenidade, somente visto no proceder de almas
sublimes quando em seus embates com as contrariedades tão normais de um planeta
de expiação e prova como a Terra.
Repito a questão que intitula este
artigo para não perdemos o foco.
O que é mais importante na Vida?
Conhecer e respeitar as leis que
nos regem os movimentos na sociedade que vivemos, embora, não poucas vezes, as
acreditamos como imperfeitas ou de aplicação injusta? Sabemos que isso ocorre.
Ilustrarmo-nos nas leis morais em
profundidade que dizem respeito especialmente ao homem em si mesmo e nas suas
relações com Deus e com seus semelhantes. Elas contêm, além das regras da vida
do corpo, principalmente as da vida da alma, tão pouco conhecidas do homem e
estudadas. Por hora, tem sido patrimônios das religiões, assim como, nosso
Mestre Jesus é tido, pela maioria, como um líder religioso que deve ser bem cultuado
aos finais de semana, por algumas horas, em templos religiosos. Mas nem sempre
assim será. Como disseram os espíritos superiores em O Livro dos Espíritos
acerca do Espiritismo que iniciaram sobre a Terra:
“Nele pusemos as bases de um novo edifício que se eleva e que um
dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade.”
Trazer para nossa reflexão este
assunto, sobre o importante da Vida, eu reconheço que nos traz um mundo de
possibilidades, tantas quantas forem os graus de evolução das pessoas que se
aventurem a pensar a respeito.
Talvez seja o amor incondicional de
uma mãe com o aflito coração por um filho em sofrimento, talvez a paz da
consciência conquistada em uma vida de lutas e deveres retamente cumpridos, ou
quem sabe nada mais que a justa alegria de um clã familiar iluminado pelas
bençãos divinas. Naquele irmão que embora se atirando no lamaçal das mais duras
dores para estender a mão ao próximo, mantém-se em constante ligação com Deus e
por isso persevera.
Um grande amigo diz que o mais
importante da Vida é sabermos o que fazer com a própria imortalidade. Aliás, raros
espiritualistas (e espíritas!) pensam nisso. Mal preparados pelas religiões
dominantes no mundo, grande parte dos adeptos prossegue vivendo sem saber nem
como nem porquê e, portanto, em dificuldade para responder à questão do título.
É muito triste, você não acha?
Incorporar conhecimento e as lições
colhidas nas experiências do dia-a-dia para alicerçar a personalidade, sublimando
o Eu. Encarar a Vida, entremeada pelas diversas oportunidades encarnatórias,
como um constante exercício de despertamento espiritual, quem sabe nos
aproximaremos da solução e nos apossaremos do mais importante da Vida afinal.
(*) Dedico este texto aos que buscam responder a pergunta e, em
todos os níveis, lutam, conscientes, por se fazerem melhor e auxiliar Jesus na
implantação do Reino Divino na Terra. Aleluia!
Referências
(1) Kardec, Allan. O Evangelho
Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 131ª ed. Brasília.
Editora FEB, 1944. 410p.
(2) Kardec, Allan. O Livro dos
Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 67ª ed. Brasília.
Editora FEB, 1944. 494p.
(3) Ferreira, Inácio. O último
ceitil. Psicografado por Carlos A. Baccelli. 1ª
ed. Votuporanga. Editora DIDIER, 2016. 430p.
Nenhum comentário:
Postar um comentário