segunda-feira, 4 de maio de 2026

 

Nos grandes testemunhos da vida

E todos os seus conhecidos e as mulheres que juntamente O haviam seguido desde a Galiléia, estavam de longe, vendo estas cousas.”       Lucas, 23: 49.

 

A solidão de Jesus no Calvário é uma lição viva aos discípulos do Evangelho, em todos os tempos. Na prisão, na aplicação dos açoites, na via crucis e na própria Cruz, todos que foram beneficiários se mantiveram de longe.

Tal situação guarda uma valiosa mensagem, uma profunda lição.

A esse respeito, o amorável benfeitor Emmanuel, em emocionante página registrada pelo médium Chico Xavier nos ilumina dizendo:

“Volteavam-Lhe em torno dos passos, não só os admiradores, os aprendizes, os curiosos, mas também os doentes da véspera, reintegrados no tesouro da saúde, à força de Sua Dedicação Divina. Mas no grande momento, quando as sombras do martírio Lhe amortalhavam o coração, todos os participantes de Suas caminhadas se recolheram à distância da Cruz, contemplando de longe. Não se ouviu a voz de nenhum beneficiado, ao pé do Calvário. Ninguém Lhe recordou, no extremo instante, as Obras Generosas, perante os algozes que O acompanhavam. E o ensinamento ficou para que cada aprendiz, no decurso do tempo, não esquecesse a necessidade do próprio valor.”

Nos grandes testemunhos da vida, ainda que tenhamos alguém pegando em nossa mão, o aprendizado, a aquisição da lição é individual. A decisão de aprender é individual. Os patrimônios espirituais de cada um de nós, até por esta razão, são intransferíveis.

Se impõe refletir, quais potencialidades do espírito imortal precisamos desenvolver.

Ninguém nunca estará abandonado, sozinhos por completo. O Cristo jamais esteve abandonado. Imagine a plêiade de espíritos superiores que o acompanhou no drama do Calvário.

E a lição deve ressoar por muito tempo “...não esquecesse a necessidade do próprio valor.”

Assim também nós, nunca estaremos sozinhos, mas na sensação de experiência, fisicamente estaremos sozinhos, para aferirmos nossos valores. Como nos alimenta o espírito esse divino conhecimento.

Conscientizar que não viveremos à sombra de um Mestre sem desenvolver nossas qualidades. Ninguém é e nem será, completamente dependente do outro para sempre.

Aprender a equilibrar nossas energias conosco mesmo. Para o Espiritismo os nossos amores nos acompanham, nos sustentam, nos complementam a jornada, mas nós não podemos caminhar dependentes deles para sempre.

Às vezes a vida nos “prega peças” nos privando da convivência de quem amamos. Um filho, o companheiro afetivo, o amigo de lide espírita, aquela pessoa que por longo tempo foi o esteio. Ausências que nos abalam os recessos da alma. Compreendamos que, assim como nós próprios, todos eles, buscam por novas posições e experiências que enriqueçam seus talentos.

Nos grandes desafios da jornada terrena, portanto, sem hesitar, entreguemo-nos à fé, refugiemo-nos em Deus, confiemos em Deus e esperemos por Deus, porque, acima de todas as tempestades e quedas, tribulações e desenganos, Deus nos sustentará.

E porque desenvolvemos essa confiança raciocinada que nos faz acalmar nas turbulências da vida, é que o espírito imortal, segue em frente.


Referência:

(1) Emmanuel. Alma e Luz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 7ª ed. Araras. Editora IDE, 2018. 137p.

  Nos grandes testemunhos da vida “ E todos os seus conhecidos e as mulheres que juntamente O haviam seguido desde a Galiléia, estavam de ...