Alzheimer
Uma paciente com 51 anos de idade que
apresentava o quadro de perda de memória, alterações comportamentais,
desorientação e alucinação. Ao sair de casa, esta jovem senhora, não encontrava
o caminho para voltar e se perdia nas ruas do bairro, acreditando,
invariavelmente, que estava sendo perseguida e às vezes gritava imaginando que
alguém queria matá-la.
Em pouco tempo, o estado de demência desta
paciente evoluiu significativamente e já na fase final da doença encontrava-se
acamada e totalmente dependente dos cuidados de enfermagem. Premida por uma
série de outras sequelas e consequências que lhe perturbavam o ser, veio a
falecer após 5 anos de internação.
O psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que
acompanhou esta paciente durante todo este tempo, descobriu na autópsia as
características placas amiloides e emaranhados neurofibrilares que definem a
doença até hoje, marcando o início da compreensão dessa condição
neurodegenerativa. A doença, que até então era desconhecida, no ano de 1906,
recebeu o nome do pesquisador que a descreveu, tornando-se conhecida como
Doença de Alzheimer.
A doença de Alzheimer, que não deve ser
considerada parte normal do envelhecimento, é um tipo de demência que causa problemas de memória,
linguagem, pensamento e comportamento. É a causa mais comum de demência, sendo
responsável por 60% a 80% dos casos.
Os sintomas geralmente se desenvolvem
lentamente e pioram com o tempo, tornando-se graves o suficiente para
interferir nas tarefas diárias.
Embora a doença ocorra nas pessoas com 65 anos
ou mais, pode manifestar-se antes, como no caso que a deu origem, conhecida com
a doença de Alzheimer de início precoce.
Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6
milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer, representando cerca de 0,5% da
população mundial. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte
deles ainda sem diagnóstico.
As doenças do cérebro de natureza degenerativas,
apresentam, de ordinário, sua gênese no espírito imortal. Destacamos frase de Calderaro do livro No Mundo Maior,
pelo espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier:
“A cegueira do espírito é fruto da espessa ignorância em manifestações
primárias ou do obnubilamento da razão nos estados de aviltamento do ser. Nosso
interesse, no socorro à mente desequilibrada, é analisar este último aspecto da
sombra que pesa sobre as almas; assim sendo, faz-se mister saberes alguma coisa
da loucura no âmbito da civilização. Para isto, convém estudarmos, mais
detidamente, o cérebro do homem encarnado e o do homem desencarnado em posição
desarmônica, por situarmos aí o órgão de manifestação da atividade espiritual.”
E mais adiante, acrescenta:
“O cérebro é o órgão sagrado de manifestação da mente, em
trânsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana.”
Embora observemos muitos avanços, o estudo do
cérebro físico hoje na Terra, ainda se encontra em fase extremamente inicial. Imaginemos,
portanto, o conhecimento profundo de sua duplicata espiritual no perispírito.
No livro, Diálogos com o Dr. Inácio,
pela psicografia de Carlos Baccelli, o médico psiquiatra, Dr. Inácio Ferreira afirma
que o gene desencadeante do Alzheimer, cedo ou tarde, será descoberto pela
ciência, embora tenha no espírito a sua origem. Defende a tese que a referida
enfermidade:
“...longe de ser causa de prejuízo para o espírito
reencarnado surge justamente em seu auxílio, pois a maioria são espíritos
vitimados por processos de auto-obsessão necessitados de ajuste com a
consciência em níveis que nos escapam a qualquer tentativa de apreciação
imediata.”
Por outra, afirma:
“...que o doente total ou parcialmente desmemoriado está
entregue a si mesmo para um ajuste de contas com o cristalizado personalismo de
outras eras - às vezes não tão distante assim - com o seu despotismo
inconsciente, com o seu excessivo moralismo.”
Pedimos desculpas aos nossos leitores, porém
iremos alongar a descrição da opinião deste importante médico que, desde o
mundo espiritual, continua trabalhando com paciente psiquiátricos, tendo a
oportunidade de acompanhar a muitos espíritos que se retiram do corpo pela
desencarnação, mostrando-se completamente alheios a si mesmos. Desta forma,
conhecer sua opinião sobre o assunto é demasiado importante para as nossas
reflexões e futuros estudos. Continuemos, portanto.
Afirma o Dr. Inácio:
“Estes espíritos encarnados, por ação da misericórdia
divina, mergulhados no esquecimento, terão oportunidade de recomeçar alhures
com a mente não mais obsessivamente fixada nas ideias equivocadas que vêm
ruminando a muitas existências, vivendo em um círculo vicioso difícil de ser
rompido.
Se, por um lado, o Alzheimer desmorona o espírito
intelectualmente, por outro, o faz ressurgir dos escombros de si mesmo com uma
nova perspectiva existencial. É uma benção - afirma o Dr. Inácio - da qual
alguns lustros de alienação do espírito, mergulhado em semelhante processo
de reconstrução íntima, nada significam.
Quanto a causa desta enfermidade, no livro Egos
em conflito, do mesmo autor espiritual e do mesmo médium, podemos
encontrar:
“Conversando com diversos especialistas da área, quase
todos são unânimes em dizer que o Alzheimer, possuindo efeitos de natureza
física, tem a sua causa no inconsciente - o processo quase sempre é
desencadeado por remoto processo de culpa, pelos desarranjos provocados nos
arquivos da memória. O Alzheimer, caracteristicamente, reflexo da culpa
consciencial, vencendo os bloqueios do cérebro, vem à tona, disputando o
controle da vida com o consciente, e, como não falam a mesma linguagem,
despertos, passam a influenciar a personalidade.”
E finaliza:
“Urgente portador do mal encontra meio psíquico propício ao
seu desenvolvimento isto porque o Alzheimer é doença mais ligada ao espírito
que é o corpo. doentes de Alzheimer não se curam apenas porque deixam o
corpo carnal alguns deles exigem longo tratamento na harmonização das ideias em
conflito mesmo após desencarnados.”
Ao finalizar, destacamos que o tema requer estudo mais
aprofundado tanto por parte dos pesquisadores do campo da ciência como também do
Espiritismo. Integrando o contexto de provas e expiações, o Alzheimer, sem
dúvida, vem, na forma da Lei, oportunizar a nós, espíritos ainda muito
comprometidos com os débitos que contraímos no pretérito, abençoado canal de
reconciliação.
(*) Todos os grifos são meus.
Referências
(1) Luiz, André. No mundo maior. Psicografado por
Francisco Cândido Xavier. 1ª ed. Brasília. Editora FEB, 1947. 253p.
(2) Ferreira, Inácio. Diálogos
com Dr. Inácio. Psicografado por Carlos A. Baccelli. 1ª
ed. Uberaba. Editora DIDIER, 2014. 260p.
(3) Ferreira, Inácio. Egos
em conflito. Psicografado por Carlos A. Baccelli. 1ª ed. Uberaba.
Editora LEEPP, 2016. 339p.
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