segunda-feira, 26 de outubro de 2026

 

A glândula da vida mental

(Estudo do livro Missionários da Luz – Capítulo 2)

 

Também conhecida como Epífese, a glândula Pineal foi-nos apresentada por André Luiz e o instrutor Alexandre, no livro Missionários da Luz, em seu segundo capítulo, descortinando, pela primeira vez, a participação e os principais aspectos desta estrutura na vida espiritual de todos os encarnados.

À época, 1944, devemos recordar o conhecimento que havia sobre esta importante glândula, sob a ótica científica. O próprio André Luiz nos recorda:

“Segundo os orientadores clássicos, circunscreviam-se suas atribuições ao controle sexual no período infantil. Não passava de velador dos instintos, até que as rodas da experiência sexual pudessem deslizar com regularidade, pelos caminhos da vida humana. Depois, decrescia em força, relaxava-se, quase desaparecia, para que as glândulas genitais a sucedessem no campo da energia plena.”

Em seguida, Alexandre posiciona a André como a glândula funciona, após o período da infância:

“É a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre.”

Hoje, mais de 80 anos da publicação desta obra, vemos a fala de Alexandre ser ratificada quando ele diz que “mais tarde” os cientistas e pesquisadores a descobririam em suas mais variadas funções.

É na adolescência, como consta no livro, aos quatorze anos, - e com certeza, cada vez mais esse “despertar” será mais precoce na criatura humana - que a Epífese atua como fonte criadora a reabrir, no Espírito, as recapitulações de pretéritas existências despejando, sob a forma de impulsos, sensações e impressões da esfera emocional.

Presente também no perispírito, a Epífise interliga as existências umas às outras. Assim como as várias glândulas de todo nosso sistema endócrino segregam diversos hormônios que, praticamente, controlam muitas funções no corpo físico, a epífise segrega “hormônios psíquicos” que regem as interligações entre o mundo físico e mundo espiritual.

Os estudos mais modernos avançam e somente vão confirmando as valiosas contribuições de André Luiz à Ciência contemporânea.

A pineal é regida pela energia fundamental na qual todos estamos mergulhados, mais especificamente funciona como um receptor, um órgão de senso-percepção captando informações sutis que coordena o ritmo circadiano que, por sua vez, controla o nosso ciclo de vigília e sono, estando, portanto, a epífise, relacionada ao nosso comportamento ao longo do dia.

Com toda sua especialização esta glândula é ainda um poderoso instrumento que, à guisa de uma antena psíquica de grande potencial magnético, recebe o comando da mente e como a glândula da vida espiritual do homem, e envia energias psíquicas a todo o sistema de emoções da criatura humana.

Nesse sentido, os médiuns devem atentar, tanto quanto possível, para uma rígida disciplina moral, educação dos sentimentos e autocontrole para não sobrecarregar ou desequilibrar seu campo orgânico e perispiritual, pois o intercâmbio mediúnico depende da sintonia e do vínculo afetivo entre o médium e o espírito comunicante.

Daí fica fácil entender a razão de necessitarmos, sem demora, de cultivar a renúncia, abnegação, o equilíbrio no dispêndio da energia sexual e a disciplina emotiva, os quais temos aprendido ao longo de nossas diversas existência, como simples preceitos de caráter religioso, mas que, sobretudo, são, no dizer de André Luiz, “comentários sobre consciência, virtude e santificação que configuram conceitos lógicos e científicos no campo da razão,” que que só comprovam, no Espiritismo, a fé raciocinada.

Todos, portanto, devemos receber estes conhecimentos com elevada gratidão ao alto por nos oportunizar, nos serviços de aprendizagem, reparação e elevação, utilizar de modo responsável e respeitável, os patrimônios da vida.

(*) Todos os grifos são meus.

Referência

(1) Luiz, André. Missionários da Luz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 15ª ed. Brasília. Editora FEB, 1982. 347p.

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