segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

 

Para nós, espíritas.

 

No Novo Testamento, em Mateus 18:1-4 encontramos:

“Naquele momento, os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos céus?"

Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse:                               "Eu asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus.”

Nos dias de hoje essa é a recomendação das recomendações quando pensamos em nossa participação na Doutrina como espírita e mais ainda, para os que acham relevante, como membro do movimento espírita formalizado.

 

Em outras palavras, Jesus se referia à humildade e à simplicidade.

 

Parece fácil, para nós espíritas pensar assim, mas, não é não. Recorde, caro leitor, sua provável origem espiritual que nos levou a encarnar no Brasil “desfrutando” das benesses da luz libertadora do Espiritismo cristão. Essas origens estão bem assentadas no livro Brasil coração do mundo pátria do Evangelho ditado por Humberto de Campos, psicografado por Chico Xavier. E se ainda não leu, já vou adiantando que nossa origem não é boa coisa.

Ínfima parcela - mas põe ínfima parcela nisso - de espíritas atualmente encarnados estão desenvolvendo um trabalho missionário. A quase totalidade de nós outros, somos profundos devedores com raros créditos na contabilidade divina.

Na verdade, precisamos aprender a avaliar a posição de espírita, como espírito encarnado, sem a lente da ilusão, sob o iminente risco de repetirmos velhos erros das estruturas religiosas de outrora, das quais somos provenientes.

A parábola do joio e do trigo em que Jesus nos fala do Reino dos Céus, anotada por Mateus (13:24-30, 36-43), ilustra a coexistência entre o bem e o mal no mundo.

Recomento fortemente também, ao querido leitor deste Blog, que leia o livro Voltei, psicografado por Chico Xavier, que narra a passagem para o mundo espiritual de Frederico Figner e que pelo pseudônimo de Irmão Jacob, dita a obra. Encontramos nela, as enormes dificuldades deste irmão espírita após o fenômeno da morte. Considerado na época, um dos espíritas mais perfeitos, se caso ele próprio não viesse fazer esta revelação, dificilmente alguém suporia que pudesse viver estas situações.

A obra é um grande alerta, para os que assim a entenderem, contra a ilusão perigosa de nos supormos muito mais importantes do que realmente somos. Especialmente os irmãos que provisoriamente se encontram à frente das instituições espíritas, das entidades unificadoras ou na figura simples e devedora de médium.

O alerta se estende a muitos irmãos desavisados que, com as facilidades atuais de acesso às mídias digitais, propagam seus pontos de vistas a respeito das verdades espíritas emitindo opiniões desencontradas que mais ofuscam e desequilibram, semeando a descrença em muitos, ao invés de elucidar.

Se digladiam em discussões irrelevantes quanto intermináveis, sobre se o Espiritismo é cristão ou não, se é ciência ou religião, dando azo, quando não, patrocinando as urdiduras sutis das trevas que tranquilamente, semeiam o joio no terreno fértil que encontram em nós próprios, com a finalidade de tirar Jesus do Espiritismo.

Está muito claro que os maiores obstáculos para o avanço da Doutrina Espírita encontram-se portas adentro das nossas instituições. Foi-se a época em que as maiores lutas eram travadas com os que vinham de fora.

Por outra, continuamos a crucificar Jesus. Agora não mais à Sua pessoa, mas à Sua mensagem gloriosa encetada nas páginas memoráveis de Seu Evangelho. Jesus incomodou e incomoda-nos até hoje com sua beleza espiritual e ensinos.

A luta é árdua, meu irmão.

Sem dúvida, escasseia entre os adeptos do movimento espírita, humildade e simplicidade e há fartura de orgulho e egoísmo, velhos conhecidos nossos de outros tempos. Com as naturais exceções, Movimento espírita que no dizer de Dona Modesto Cravo é:

 

“Uma enfermaria repleta de doentes que acreditam ser médicos, com todas as soluções para o bem do Evangelho de Jesus.”

 

Entendo, por fim, que a saída é servir, servir, servir e passar, recordando sempre que a obra não nos pertence.

A Doutrina é esplendorosa no que concerne aos conhecimentos que nos favorece, porém se pensarmos demais e amarmos de menos, perderemos o foco essencial da vida e lutaremos por aquilo que não é prioritário desperdiçando valioso tempo e esforço.

Na fase de transição em que nos encontramos, espíritos espíritas, realizamos pequenos progressos. Já não mais procuramos o mal de forma espontânea e consciente, embora ainda resida no nosso íntimo; não intencionamos mais prejudicar as pessoas, porém como ainda o bem não fincou raízes em nós e nem o praticamos tal qual deveríamos, novamente podemos ser tomados de assalto pelas velhas ilusões do orgulho e do egoísmo que nos rondam.

Em nós, a devoção e o sincero amor são bem distinguíveis pelos espíritos superiores. Por isso mesmo, é imprescindível exercitar as nossas virtudes na prática da caridade. Sem ela não há salvação para as nossas imperfeições.

Queremos novos rumos, lutemos por eles.

Simplicidade e humildade devem pautar nosso comportamento, o resto virá nas expressões da Bondade Celeste.

Renovemos atitudes. Somente a poder delas iluminamos a consciência onde estão escritas as Leis de Deus.

 

Até a próxima semana!

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